Salve, salve. Nosso camarada Gatinho Fofuxo levantou uma importante questã a respeito da atual descrença na idoneidade do Papai Noel. Transcrevo-a abaixo:
Porque é tão difícil pras pessoas acreditarem no papai-noel?
Posso falar apenas por experiência própria e digo, sem pestanejar, que é por uma simples razão: todo mundo sabe que esse velho mente pra caralho. PRA CARALHO mesmo, tô dizendo. Outro dia ele tava contando uma história cretina sobre duendes que fabricam brinquedos pra ele, no porão de uma casa localizada ali nos arredores da Lapônia. Oras, todo mundo sabe que a Lapônia nem existe! A Lapônia é, a exemplo de Omski, Dudinka, Tchita e New York, uma região fictícia, criada para completar o tabuleiro de War. É TÃO fictícia que nem consta no tabuleiro de War! Faça-me o favor!
Além do mais, que papo é esse de duendes na Lapônia? Se a Lapônia existisse - e note que estou partindo de um pressuposto totalmente hipotético, baseado em uma hipótese, portando não verdadeiro, apenas assumido como tal para efeitos de argumentação, encheção de lingüiça, conversa mole e outros fins pouco mencionáveis - ficaria numa região fria pra caralho, próxima à Sibéria. A Sibéria, como todo mundo sabe, existe de verdade, pois é de lá que vem a Vodka, o Boris Yeltsin e o Zangief. Estes, sim, indubitavelmente existem.
Com exceção do Yeltsin, que morreu. Mas existia.
Enfim. Continuando. A Lapônia seria um lugar frio pra caralho e todo mundo sabe que duendes não vivem na neve. Duendes vivem na Irlanda, militando para o IRA e escondendo o ouro roubado dos Britânicos em bocas de fumo também conhecidas como "Rainbow Extremity", ou "Extremidade do Arco-Íris". Existe até um documentário de um famoso desconhecido diretor sueco que trata do assunto.
Mas enfim. Duendes - também chamados de Leprechauns em certas culturas, embora não apreciem a denominação e geralmente partam para a violência ao tomar conhecimento de tamanho desrespeito - são criaturas nórdicas, porém nem tanto. Seu lugar é nas pradarias irlandesas e nas vielas de Ulster, plantando claymores para explodir inimigos, gritando FIRE IN THE HOLE e agindo como moleques jogadores de Counter Strike.
Quando acreditei que essa história era a maior lorota já contada por esse senhor, ele surgiu com uma outra, dizendo que seu meio de transporte era uma espécie de trenó puxado por seis… seis… como era mesmo o nome daqueles bichos? Trenas? Não, trena é outra coisa… Bom, eram seis viados, tá ligado? E disse ele que os viados voavam, coisa assim. Na moral, nada contra o sujeito andar de um lado pro outro com um saco enorme, cheio de garrafas de cachaça (apesar dele dizer que aquilo ali é um saco de brinquedos, que ele distribui pra criançada que senta no colo dele… pedófilo nojento, nem sei como ainda não foi preso), mas esse lance de ficar bêbado e sair com viados, pra mim, no meu entendimento, na minha forma de entender e de acordo com o jeito como eu entendo as coisas, é coisa de quem é enrustido. Pô, se tá tão a fim de liberar o reimiscleives, libera logo. Esse lance de "ficar alto e voar com viados"… ah, tenha dó, cara. Daí, se for pêgo por aí sendo carcado, vai vir com o papo clássico do "Conde Bêbado Não Tem Dono". Sifudê, nessa altura da vida e resolve inventar desculpinha fajuta pra liberar a arroela?
Onde esse mundo vai parar?
Por essas e outras não ando mais com o velho. Meu companheiro de boteco agora é o Coelho da Páscoa, que é muito mais gente fina (ainda que fique meio violento quando bebe demais). Sem contar que, quando estamos começando a passar mal de tanto álcool, ele solta lá uns ovos de chocolate pra glicosar o sangue da galera.
Sangue bão, tô te dizendo.
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