Archive for August, 2007 Page 2 of 3



Temperando

Um sujeito tecnologicamente sensível, Fr4nc0w gostaria de saber:

Por que em lugares altos é frio, sendo que há menos pressão atmosférica?

Esta é uma pergunta deveras importante que vem suscitando discussões desde a primeira vez em que Einstein, Newton e Copérnico sentaram ao redor de uma mesa de bar pra uma rodada de uísque. Os três eram pensadores tão fodões que inclusive eram capazes de se sentar ao redor de uma mesa de bar pra beber uísque, apesar de não serem contemporâneos.

Coisa de quem conhece as falhas da matriz.

Mas, voltando à pergunta, a grande dúvida dos cientistas sempre foi a seguinte: por que em lugares altos é frio, sendo que ficam mais perto do sol? Não fazia o mais remoto sentido! Considerando que o topo do Himalaia, o cume do monte Everest, fica a 8.848 metros acima do nível do mar, ou seja, 8 km mais próximo do sol do que qualquer praia do Rio de Janeiro, por que as pessoas que vão até lá congelam e perdem membros para necrose? Deveriam pegar um bronze, ficar bem-passadas, algo assim!

Em 1979 - ou em qualquer dessas datas inventadas, escolha a que melhor lhe aprouver - Jason Hauenskins, um cientista renomado do sul da Islândia, sugeriu uma teoria que, por muito tempo, foi aceita como sendo a mais plausível: lugares altos são mais frios porque, embora estejam mais próximos do sol, também têm maior proximidade com plutão, reconhecidamente o ponto turístico mais frio das imediações galacticas. Até que, certo dia, um leitor da revista Mad, conceituada publicação de artigos científicos, propôs o seguinte paradoxo: se ser alto é ser frio por estar mais próximo de plutão, porque os países baixos não são quentes como o deserto do Saara?

Tal pergunta deixou a comunidade científica em polvorosa, em parte porque cientista é tudo viado mesmo e fica em polvorosa por qualquer merda.

A questão, de lá pra cá, permanece sem resposta.

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Culinária

Nosso(a) amigo(a) Fox pergunta:

Nabos, cenouras ou pepinos?

Embora essa pareça uma pergunta simples (que demanda uma resposta breve), tudo o que posso fazer é respondê-la com outra pergunta:

Depende. Pra botar no cu de quem?

Atenciosamente.
 

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O que é mais certo?

O grande Paulo Batata ansiosamente pergunta:

O que é mais certo fumar uma carteira de cigarro e tomar uma cervejinha ou pagar uma passagem de um onibus?

Caro Paulo,

Sua pergunta é importante pois cutuca o cerne de diversas culturas da história da humanidade. Os etruscos, por exemplo, consideravam de bom-tom sempre optar pela cervejinha. Era da natureza desse povo, deveras festivo e fanfarrão, chamar os camaradas para tomar uma ceva e fumar unzito aos fins de semana (com ênfase nas sextas-feiras). Alguns até discordavam dessa postura e acreditavam que mais construtivo seria pagar uma passagem de ônibus, mas o fato é que não havia ônibus na Etrúria. Por essa impossibilidade cronológica, optavam pelo trago com goró.

Note como sua questão é um dedo nas feridas abertas da história humana: em 1435 d.C., um jovem númida de nome H'wa H'wa M'lltkls (não tente pronunciar isso, sob o risco de distender algumas cordas vocais) escreveu um longo tratado a respeito da diferença existente entre gastar seus últimos centavos com uma breja e um pito ou pegar um baú pra casa da patroa. É o primeiro documento filosófico dessa sociedade de que se tem notícia. Infelizmente, nosso saudoso H'wa H'wa não pôde concluir sua tese, pois foi atacado e devorado por um grupo de leões famintos. Assim era a vida na África de outrora. Alguns historiadores refutam essa versão, em mesas de bar, enquanto tomam uma cerveja e fumam um cigarro, com o argumento de que não havia leões na região dos Númidas. Mas historiadores sabem do quê? De nada, em verdade, em verdade vos digo! Estão apenas aborrecidos porque o sábio M'lltkls quase conseguiu provar por A mais B que o buzão pra casa da patroa era uma opção bem mais inteligente.

Perceba que sua dúvida, sob o aparente ar de inocência, é capaz de se tornar incômoda; chata; pentelha, até. O que você tem a ver com o que as pessoas fazem com a porra do dinheiro, caralho, e que diferença isso faz no plano geral das coisas? Se eu comprar um cigarro e tomar uma cerveja não posso reclamar, mas se pegar um ônibus, posso? Ou o contrário? Ou nenhuma das duas?

Ora, vá tomar no cu, Paulo Batata.

Vou ali fumar um cigarro e tomar uma cerveja, que essa falastrice toda me cansou.

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Tudo que você precisa é ligar no Polishop!

"Minha namorada faz 5 dias que não me liga. O que devo fazer?"

Caro DK (Donkey Korno),

é notório que a Polishop resolve todo e qualquer problema para cornos de todo o mundo. Desde lixas que aparam arestas de titânio e cortam as meias Vivarina, ideais para dar um tapa na galhada, à cds do Kenny G para que você vire bicha, tudo pode ser resolvido com um simples telefonema. Aliás, estudando a questão do cu doce que você faz em ligar para a moça do calendário (afinal de contas, ela "faz dias", não é?), aproveite a ligação para o Polishop e chame também um marceneiro e um pedreiro (confira antes se eles não participaram da festinha na casa da moça) pois novas portas se fazem necessárias em sua casa. É fato, cinco dias equivalem, segundo cálculos de muitas mães no mundo que pariram putinhos no Congresso, a pelo menos sete gang-bangs. E isso, meu caro, faz com que você seja a segunda coisa mais provida de galhos no mundo, perdendo apenas para a Floresta Amazônica.