Archive for the 'Personalidades Históricas' Category

O que é mais certo?

O grande Paulo Batata ansiosamente pergunta:

O que é mais certo fumar uma carteira de cigarro e tomar uma cervejinha ou pagar uma passagem de um onibus?

Caro Paulo,

Sua pergunta é importante pois cutuca o cerne de diversas culturas da história da humanidade. Os etruscos, por exemplo, consideravam de bom-tom sempre optar pela cervejinha. Era da natureza desse povo, deveras festivo e fanfarrão, chamar os camaradas para tomar uma ceva e fumar unzito aos fins de semana (com ênfase nas sextas-feiras). Alguns até discordavam dessa postura e acreditavam que mais construtivo seria pagar uma passagem de ônibus, mas o fato é que não havia ônibus na Etrúria. Por essa impossibilidade cronológica, optavam pelo trago com goró.

Note como sua questão é um dedo nas feridas abertas da história humana: em 1435 d.C., um jovem númida de nome H'wa H'wa M'lltkls (não tente pronunciar isso, sob o risco de distender algumas cordas vocais) escreveu um longo tratado a respeito da diferença existente entre gastar seus últimos centavos com uma breja e um pito ou pegar um baú pra casa da patroa. É o primeiro documento filosófico dessa sociedade de que se tem notícia. Infelizmente, nosso saudoso H'wa H'wa não pôde concluir sua tese, pois foi atacado e devorado por um grupo de leões famintos. Assim era a vida na África de outrora. Alguns historiadores refutam essa versão, em mesas de bar, enquanto tomam uma cerveja e fumam um cigarro, com o argumento de que não havia leões na região dos Númidas. Mas historiadores sabem do quê? De nada, em verdade, em verdade vos digo! Estão apenas aborrecidos porque o sábio M'lltkls quase conseguiu provar por A mais B que o buzão pra casa da patroa era uma opção bem mais inteligente.

Perceba que sua dúvida, sob o aparente ar de inocência, é capaz de se tornar incômoda; chata; pentelha, até. O que você tem a ver com o que as pessoas fazem com a porra do dinheiro, caralho, e que diferença isso faz no plano geral das coisas? Se eu comprar um cigarro e tomar uma cerveja não posso reclamar, mas se pegar um ônibus, posso? Ou o contrário? Ou nenhuma das duas?

Ora, vá tomar no cu, Paulo Batata.

Vou ali fumar um cigarro e tomar uma cerveja, que essa falastrice toda me cansou.

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Natalino

Salve, salve. Nosso camarada Gatinho Fofuxo levantou uma importante questã a respeito da atual descrença na idoneidade do Papai Noel. Transcrevo-a abaixo:

Porque é tão difícil pras pessoas acreditarem no papai-noel?

Posso falar apenas por experiência própria e digo, sem pestanejar, que é por uma simples razão: todo mundo sabe que esse velho mente pra caralho. PRA CARALHO mesmo, tô dizendo. Outro dia ele tava contando uma história cretina sobre duendes que fabricam brinquedos pra ele, no porão de uma casa localizada ali nos arredores da Lapônia. Oras, todo mundo sabe que a Lapônia nem existe! A Lapônia é, a exemplo de Omski, Dudinka, Tchita e New York, uma região fictícia, criada para completar o tabuleiro de War. É TÃO fictícia que nem consta no tabuleiro de War! Faça-me o favor!

Além do mais, que papo é esse de duendes na Lapônia? Se a Lapônia existisse - e note que estou partindo de um pressuposto totalmente hipotético, baseado em uma hipótese, portando não verdadeiro, apenas assumido como tal para efeitos de argumentação, encheção de lingüiça, conversa mole e outros fins pouco mencionáveis - ficaria numa região fria pra caralho, próxima à Sibéria. A Sibéria, como todo mundo sabe, existe de verdade, pois é de lá que vem a Vodka, o Boris Yeltsin e o Zangief. Estes, sim, indubitavelmente existem.

Com exceção do Yeltsin, que morreu. Mas existia.
Enfim. Continuando. A Lapônia seria um lugar frio pra caralho e todo mundo sabe que duendes não vivem na neve. Duendes vivem na Irlanda, militando para o IRA e escondendo o ouro roubado dos Britânicos em bocas de fumo também conhecidas como "Rainbow Extremity", ou "Extremidade do Arco-Íris". Existe até um documentário de um famoso desconhecido diretor sueco que trata do assunto.

Mas enfim. Duendes - também chamados de Leprechauns em certas culturas, embora não apreciem a denominação e geralmente partam para a violência ao tomar conhecimento de tamanho desrespeito - são criaturas nórdicas, porém nem tanto. Seu lugar é nas pradarias irlandesas e nas vielas de Ulster, plantando claymores para explodir inimigos, gritando FIRE IN THE HOLE e agindo como moleques jogadores de Counter Strike.

Quando acreditei que essa história era a maior lorota já contada por esse senhor, ele surgiu com uma outra, dizendo que seu meio de transporte era uma espécie de trenó puxado por seis… seis… como era mesmo o nome daqueles bichos? Trenas? Não, trena é outra coisa… Bom, eram seis viados, tá ligado? E disse ele que os viados voavam, coisa assim. Na moral, nada contra o sujeito andar de um lado pro outro com um saco enorme, cheio de garrafas de cachaça (apesar dele dizer que aquilo ali é um saco de brinquedos, que ele distribui pra criançada que senta no colo dele… pedófilo nojento, nem sei como ainda não foi preso), mas esse lance de ficar bêbado e sair com viados, pra mim, no meu entendimento, na minha forma de entender e de acordo com o jeito como eu entendo as coisas, é coisa de quem é enrustido. Pô, se tá tão a fim de liberar o reimiscleives, libera logo. Esse lance de "ficar alto e voar com viados"… ah, tenha dó, cara. Daí, se for pêgo por aí sendo carcado, vai vir com o papo clássico do "Conde Bêbado Não Tem Dono". Sifudê, nessa altura da vida e resolve inventar desculpinha fajuta pra liberar a arroela?

Onde esse mundo vai parar?

Por essas e outras não ando mais com o velho. Meu companheiro de boteco agora é o Coelho da Páscoa, que é muito mais gente fina (ainda que fique meio violento quando bebe demais). Sem contar que, quando estamos começando a passar mal de tanto álcool, ele solta lá uns ovos de chocolate pra glicosar o sangue da galera.

Sangue bão, tô te dizendo.